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domingo, 12 de junho de 2011

Sei que não vou por aí!

Esta tarde lembrei-me dos tempos em que comecei a ler poesia. Apesar de sempre ter gostado de ler, a poesia nunca foi algo que apreciasse.
 Depois, aos 15 anos, com um estudo intensivo da mesma devido ao famoso Português A que, comparado com o triste Português B (não me levem a mal o adjectivo), era Literatura pura, aprendi que existe um mundo bem mais profundo na poesia.
Ainda assim, cantigas de Amigo, Amor ou Escárnio nunca foram as minhas favoritas e, enquanto folheava o livro de Português A mais para a frente (um hábito que tinha com todos os outros livros da escola) encontrei um poema que me fez começar a ler e a apreciar poesia.
Revi-me nesse poema se bem que muitos adultos diriam e dirão, certamente, que todos os adolescentes sentem uma grande afinidade por ele. Contudo, ainda hoje me vejo nessas palavras.
Às vezes pergunto-me porque é que tanta gente tenta dizer aos outros como devem viver a prórpia vida. Nunca entendi. Nomeadamente, nunca percebi porque é que tanta gente me tenta dizer o que devo ou tenho de fazer. Até porque, quem me conhece bem sabe, acabo sempre por não fazê-lo. Sempre fiz como me deu na telha, perdoem a expressão. Aliás, muitas vezes fazia exactamente o contrário só para mostrar que não preciso de bússolas falantes.
Sei o que quero.

José Régio
Cântico Negro

"Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...

A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre a minha mãe

Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...

Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...

Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...

Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
- Sei que não vou por aí!

Myself

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Judge me now

Enquanto vinha no autocarro da Rede Expressos, decidi mudar o visual do blog e aqui está o resultado.
Como ultimamente ando capaz de pegar fogo a tudo e todos, pareceu-me apropriado...

In Flames
The Quiet Place

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Make me understand you are there for me

Numa manhã do 12º ano, durante o intervalo dos 20 minutos, o B. chamou-me perto dele e disse: "Oh amiga do Metal, vamos ver se aguentas isto."
Esteve no repeat o dia todo e o pobre B. só ouviu música depois de cada um seguir o seu caminho para casa.
Quando escuto esta canção, aquele dia não me sai da cabeça. Tenho saudades do pouco tempo que ele fez parte do meu grupo de amigos.

In Flames
Take This Life



Myself

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Bem me parecia que eu andava a falhar nalguma coisa...



Ora reparem, eu durmo (mal e porcamente, mas durmo); eu treino (quando não passei a noite quase em claro, senão adormeço em cima da bola de fazer Pilates, a meio dos abdominais); eu como (demais, às v ezes... glutona que sou!) e, de facto, repito. Agora, o erro é que, algures ali no meio, eu trabalho. E é aí que eu erro. Devia seguir o plano em condições... Enfim...

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

For seven years I've been trying to say...

One Last Goodbye

How I needed you
How I bleed now you're gone
In my dreams I see you
I awake so alone

I know you didn't want to leave
Your heart yearned to stay
But the strength I always loved in you
Finally gave way

Somehow I knew you would leave me this way
Somehow I knew you could never stay
And in the early morning light
After a silent peaceful night
You took my heart away
And I grieve
In my dreams I can see you
I can tell you how I feel
In my dreams I can hold you
And it feels so real

I still feel the pain
I still feel your love
I still feel the pain
I still feel your love

Somehow I knew you could never, never stay
And somehow I knew you would leave me
And in the early morning light
After a silent peaceful night
You took my heart away
I wished, I wished you could have stayed

Anathema
 
 


A neta,
Patrícia

domingo, 5 de setembro de 2010

Pirilampo, voa, voa...

Sempre que escrevi em blogs, tive o hábito de, por vezes, transcrever para eles pequenos excertos de livros que estivesse a ler, que me dissessem algo em particular. Aqui me estreio neste.

O pirilampo esvoaçou para o ar bastante tempo depois, como se lhe tivesse ocorrido algo de repente. Abriu as asas e voou rapidamente por cima do corrimão até flutuar na palidez da escuridão. Delineou um célere arco ao lado do depósito de água, como se tentasse recuperar um intervalo de tempo perdido. Por fim, após pairar durante uns escassos segundos como se observasse a linha curvada da sua própria luz a fundir-se com o vento, esvoaçou para leste.
O rasto da sua luz permaneceu dentro de mim bastante tempo depois de o pirilampo ter desaparecido e essa sua pálida e ténue luminosidade continuava a pairar como uma alma perdida na espessa escuridão por trás das minhas pálpebras.
Tentei várias vezes estender a mão na escuridão, mas os meus dedos não tocavam em nada. O ténue brilho perdurava, mas estava para além do meu alcance.
Haruki Murakami, in Norwegian Wood

Liebend, Me & Myself  

sábado, 14 de agosto de 2010

Why is a raven like a writing desk?

Desde pequena que um dos contos que mais me faz sorrir e andar com a cabeça no ar é Alice no País das Maravilhas. Comecei por ver o filme da Disney em VHS, dobrado em Português do Brasil ( que aproveito para lembrar que não é o Português que eu falo e escrevo). Era quase um ritual em
casa dos meus Avós, após sair das aulas. Antes dos trabalhos de casa, sentava-me na mesa redonda da sala de estar e, enquanto lanchava as torradas de pão alentejano (não há melhores!), deixava-me levar para o mundo da Alice. E isto durou muitos anos.
Já naquela altura, a minha personagem favorita não era a Alice. Não. Na verdade, achava a Alice uma menina tola e influenciável, demasiado curiosa e distraída. Para mim, a personagem mais interessante era o Gato Cheshire. A maneira como deixava Alice confusa, umas vezes ajuda
ndo-a, outras vezes conduzindo-a a problemas, mas sempre com um sorriso. O desaparecer e deixar só o sorriso no ar... Na criança que comia torradas, essa imagem do gato fazia-a acreditar que acontecesse o que acontecesse, um sorriso deve permanecer nas nossas caras. Hoje, já tenho outras interpretações das atitudes do Cheshire, como aliás era de esperar visto que quando crescemos vamos tomando consciência de que os desenhos animados também são feitos à imagem das pessoas, mesmo que tenham a forma de um gato. E sejamos sinceros, Cheshire ensina uma valiosa lição à menina loira, e a todos nós, quando a faz entender que não vale a pena ir contra a loucura, já que cada pessoa tem a sua e onde quer que ela vá acabará sempre por encontrar alguém. Afinal, se pensarmos bem, não é no País das Maravilhas mas sim na vida real que temos de lidar com várias pessoas, cada uma com as suas virtudes e defeitos. Para quê tentar ir contra isso e acreditar que há alguém que é virtuoso em quase tudo o que faz? A perfeição não existe, lamento informar-vos. Ninguém é perfeito, todos cometemos erros e o melhor que temos a fazer é mesmo sorrir.
Neste pequeno excerto, Cheshire aparece a Alice, entoando a primeira e última estrofes do famoso poema Jabberwocky de Lewis Carrol:

'Twas brillig, and the slithy toves
Did gyre and gimble in the wabe;
All mimsy were the borogoves,
And the mome raths outgrabe.



Ainda não me debrucei com atenção sobre o livro, confesso o pecado, mas está na minha enorme lista de livros a ler e preparo-me para encurtá-la o mais depressa possível, visto que ela cresce sempre que lhe toco.
Este ano, na China, tive a oportunidade de assistir no cinema ao filme de Tim Burton, em 3D. Confesso que talvez não faça grande diferença o filme ser em 3D mas, como grande fã que sou, tanto da estória como do realizador e de alguns elementos do elenco, não perdi a oportunidade de o ver! Como era de esperar, quase saltei da cadeira quando a grande cara de Cheshire com o sorriso matreiro estampado nela encheu a sala escura.


Mais, assim que vi as estatuetas de Alice e do Chapeleiro Louco à venda, comprei-as. Com muita pena minha, só tinham essas duas e o Cheshire não está na minha colecção de figuras. Por enquanto.
Ainda na China e antes da estreia do filme de Burton, andei viciada num pequeno anime, baseado no manga de Jun Mochizuki, Pandora Hearts. Dando vida a muitas das personagens de Alice e a outras que são pura imaginação do autor, esta estória faz-nos perguntar constantemente: Quem matou Alice?


No entanto, a Alice de que quero falar hoje é diferente de todas as outras que já referi em cima. É a Alice do famoso jogo de Mcgee.
Em 2000, saiu para o PC um jogo que viria a revolucionar a maneira como Alice era vista pelo mundo. A jovem doce e sonhadora dava lugar a uma rapariga traumatizada e que nos transporta para um país das maravilhas não tão maravilhoso como isso. Após um incêndio, Alice perde a família e é levada para um hospital psiquiátrico.Os olhos da menina não são doces e curiosos, Cheshire não é da cor do algodão-doce e o sorriso é ainda mais matreiro e assustador do que aquele que estamos habituados e, para nos deixar ainda mais admirados, a mesa de chá do Chapeleiro Louco não é tão convidativa como desejamos.


Onze anos depois do primeiro jogo, Alice volta ao PC. Alice Madness Returns é um dos jogos que mais aguardo. Com certeza que todos vós sabem que nem sempre o nosso país das maravilhas é cheio de encanto e cheiro a torradas caseiras.

Enquanto aguardamos, vai uma chávena de chá?

Liebend

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Os Laços Já Estão Na Minha Mão

Vim aqui deixar duas canções que já não ouvia há quase 4 anos.
No Verão, antes de entrar para a Universidade, castiguei uma certa Enfermeira com o toque constante desta canção no meu quarto. Desculpa lá, mas sei que não te importas de ouvi-la uma vez mais.
Laços
Toranja

Esta segunda... Bem, eu sempre tive um fraquinho pela voz deste vocalista. Ornatos tem sempre algo de bom a dizer-me.


Chaga
Ornatos Violeta


Myself

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

A contagem decrescente começou!

A minha partida para a China está cada vez mais próxima, como podem ver aqui:



Já devem ter percebido que há algumas mudanças no blog, se bem que ainda faltam algumas.
Aproveito desde já para me despedir daqueles que não vou ver antes de apanhar o avião na próxima Sexta-Feira.
Sempre que o Governo Chinês permitir, virei ao blog dar-vos notícias minhas e das minhas aventuras por território oriental.
Até lá, vão vocês dando notícias!
Vejo-vos em 2010.
Me, Myself and the Pen

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Myself - A Recordar


With rue my heart is laden
For golden friends I had,
For many a rose-lipt maiden
And many a lightfoot lad.

By brooks too broad for leaping
The lightfoot boys are laid;
The rose-lipt girls are sleeping
In fields where roses fade.

Alfred Edward Housman

Myself

quinta-feira, 18 de junho de 2009

It's Over!

Penso que neste momento posso dizer: acabei o curso. Estou licenciada. Mas sinto que não aprendi muito...
Vou sair e festejar.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Myself - Porque é de manhã que se começa o dia

E quando o dia envolve teste de Japonês às 9 da manhã, há que dar uns goles... Mesmo que seja pelos ouvidos.
Esta canção faz-me rir.
Korpiklaani
Vodka

Myself

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Myself - Fishing

Está um dia maravilhoso. Até diria mais, está um dia maravilhoso para ir à pesca. E eu? Eu estou aqui no quarto a beber matéria de Japão Político e Económico como se fosse vinho. Vinho? Pois, porque não aprecio e me deixa tonta. Tal e qual.
É dia de música calminha nos meus ouvidos. Disillusion chamou-me a atenção com Back to The Times of Splendor mas foi esta que me conquistou. Maravilhosa como este dia, não?

Disillusion
A Day By The Lake

Se disserem que não, juro que vos persigo e mordo!

Myself

terça-feira, 26 de maio de 2009

Me and Myself - 什pen么pe?

Devo admitir que me divirto com coisas absurdas. A nova é misturar Chinês ou Japonês com a língua dos P's.
Quando andava no 5º ano, eu e a minha melhor amiga da altura ganhámos o hábito de falar a bendita língua, aplicando-a primeiro ao Português e mais tarde ao Inglês. Vá-se lá saber porquê, hoje comecei a fazê-lo com o Chinês e o Japonês.
Como devem imaginar, é um nó na cabeça... No entanto, a piada está em desatá-lo. É mais dificil fazê-lo em Japonês pois, ao contrário do Chinês, não é uma língua monossílabica.
Estes foram alguns exemplos de frases simples que troquei na aula com outra pessoa:
  • 我puo的pe中pong文pen的pe名ping字pi是pi静ping香piang。
  • わpaたpaしpiはpaパpaトpoリpiシpiアpaでpeすpu。
Próximo passo: Trocar a romanização das sílabas da língua dos P's para ideogramas com o mesmo som(se bem que essa parte é facílima em Japonês).
Me & Myself

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Myself - Cada vez mais perto

O bilhete para o Vagos Open Air já cá canta! Isto significa que cada dia que passa, estou mais perto de ver estes senhores.

Amon Amarth
Runes To My Memory



Myself

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Myself - A Ocupar o Tempo

Porque desde a hora a que se acorda até à hora de voltar ao Gatódromo tem de se preencher o vazio, eu decidi dedicar-me a aprender a tocar esta música na guitarra.

Nightwish
The Islander



Ao que parece, não me estou a sair mal... visto que nada percebo de tocar guitarra.

Myself

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Pancadinhas É No Tricórnio de Finalista, tá?

Acabei de chegar do Enterro. Venho aqui porque estou extremamente irritada e apetce-me desabafar. Hoje queria falar-vos das actuações da Gatuna (estiveram muito bem!), dos Orishas (adorei!) e dos Da Weasel. No entanto, a noite que estava a correr tão bem, teve um final demasiado triste para o meu gosto.
Como muitos devem saber, os Da Weasel costumam distribuir garrafas de água ao público durante os concertos. No final do concerto, durante a dita oferta, parece que o Pacman vislumbrou uma amiga na primeira fila e decidiu, na brincadeira, atirar-lhe com as ditas garrafas. Porém, a força era tanta, que a rapariga baixou-se e eu, que por azar estava logo atrás dela, levei com uma na barriga que rebentou e outra na cabeça.
Eu não sou de me ficar quieta com isto e o "Sr. Liebend" muito menos. Fomos falar com alguém da AAUM. O que nos foi dito foi que não podíamos falar com o dito membro da banda e que a única coisa que me podiam fazer era arranjar uma t-shirt seca (ainda a tenho vestida, azulinha, da TMN) e levar ao INEM. Não ficámos satisfeitos e esperámos mais um pouquinho. Apareceu o manager. A príncipio tentou fazer-me ver que todos eles estavam a atirar garrafas ao público e que aquilo não fora de propósito para ninguém até que lhe expliquei que o Pacman agarrara nelas e as atirara como se fossem pedras. Então pediu desculpa (em nome da banda, diz ele) e perguntou se queria ir ao hospital... Disse que não mas que considerava que mesmo tendo sido a brincar, era uma brincadeira estúpida.
Enfim, para alguém que seguia a banda desde sempre, e volto a dizer que mesmo tendo sido na brincadeira e sem intenção, não voltarei a ver a banda com os mesmos olhos...
Fui, porque amanhã é o cortejo e vou exibir as minhas insignias de Finalista.