Bem sei que há já bastante tempo que não venho brindar-vos com notícias minhas mas andei meio ocupada, por incrível que possa parecer.
Espero que o Natal tenha sido maravilhoso, como deve ser, e que tenham entrado em 2010 com o pé direito!
Ora cá vai disto...
Este foi o meu primeiro Natal longe da família. E que frio que foi, não só pela temperatura (houve dias de -15Cº em Tianjin) mas pela falta daqueles que amo e que estão longe. Na minha casa, desde miúda, o Natal foi sempre uma festa de família. Era a festa mais importante para a minha Avó e a sua alegria durante esses dias era de tal forma contagiante que mesmo após a sua partida a tradição manteve-se. Infelizmente, na China o Natal não é comemorado... ou melhor, até é, mas de uma maneira muito diferente da nossa. Ainda assim, nós, Portugueses, estávamos decididos a não deixar passar esta data em branco.
O meu dia 24 começou às 8 da manhã com teste, continuou às 10 da manhã com um segundo teste. Depois? Depois foi correr para o dormitório, local tão sossegado até ao dia em que cinco portuguesas se juntaram à volta de uma placa e de um microondas para cozinhar doces ao som de canções de Natal ( A Rosinha era a DJ e Camera Girl de serviço). Aqui era impossível fazer bacalhau com batatas. Porquê? Ora, porque nem se vê à venda bacalhau e o azeite, por exemplo, é caro como tudo. Por isso, decidimos fazer aletria, leite creme, bolo de chocolate e fatias douradas, ou rabanadas ( sou a única pessoa do sul neste curso mas já adoptei alguns costumes do norte). O aroma dos cozinhados fez-nos lacrimejar de saudade.
Como já era de esperar, ficaram deliciosas!
O André provou as Fatias Douradas ou Rabanadas (escolham!):Foi então que o mais sinistro aconteceu. Depois da meia-noite, decidimos arranjar uma sala de Karaoke para podermos estar todos juntos (visto que uns estudam em Nankai e outros na ULET). E arranjar taxi? E quando chegámos à Binjiang Dao? O caos! O Natal é o Caos na China. A primeira coisa que fui capaz de dizer foi: Eles estão um pouco confusos, não? Isto porque, no Natal, os Chineses saem à rua... com máscaras... Sim, não estou a brincar. Com máscaras!
As salas de Karaoke estavam cheias e não dava para irmos para lá. E agora, aí vem outra revelação: eu sempre disse que não queria passar Natal nenhum numa discoteca. Pois, meus amigos, foi a minha primeira vez. Não havia outra forma de estarmos todos juntos e quando ainda pensei ir para casa, a Rosa fez-me acordar com a seguinte frase: Ir para casa, meter-me na cama e chorar porque não posso estar com a minha família? Não quero ter um Natal assim. Nem eu queria. Então, rumámos ao Scarlet. Eu, a Rosa e o André ficámos no Scarlet até ele fechar e o KFC abrir ( 6:00 a.m.), tomámos um pequeno almoço de hamburgers. Às 7 horas eu e a Rosa apanhámos um táxi de regresso à ULET e às 8 da manhã, meia-noite de Portugal, abri os presentes que recebi dos papás em frente à câmara, a olhar e ouvir a minha família. Que alegria foi, apesar de desejar mais do que as imagens que o meu computador me mostrava.
No dia 25 juntámo-nos no 303 (leia-se o meu quarto e da Piri) para comer mais chouriço, presunto, tostas com manteiga e queijo (obrigada, Enfermeira), beber vinho do Porto, até à hora de jantar. O nosso jantar de Natal foi pizza... pizza, coca-cola e o filme do Sozinho em casa. Depois? Lá fomos nós para o Mayflower.

No Ano novo dividimo-nos. Eu, a Rosa, a Catarina e a Piri passámo-lo no Scarlet. À meia noite da China, A Enfermeira e o Professor ligaram-me e eu senti o calor vindo da lareira deles incendiar o meu coração. Que saudades!

Enfim, agora estamos de férias. Vamos viajar nas próximas semanas e quando voltar vou ter muito mais novidades a contar.
Resta-me dizer que já tive mais uma experiência mirabolante na China: arranquei um dente do Siso. Vão ficar chocados se vos disser que paguei 80 cêntimos pela consulta, 2,50€ por um raio-x e 40 euros pela extracção e medicação.
Até eu voltar a dar notícias, divirtam-se!
Liebend

No pavilhão dos felinos filmei um leão que de repente se levantou e rugiu... se é que se pode dizer que aquilo foi um rugido porque ele não me lembrou nenhum rei da selva mas sim um gatinho triste.
Entretanto, como sabem, está um frio desgraçado para estes lados. Os rios congelaram e encontrámos uns patos que se passeavam por cima da água.
Há uma espécie de cidade dos macacos, onde eles andam livremente. Existem uns banquinhos onde nos podemos sentar e eles até se aproximam, curiosos... acho eu.
Seguimos para a zona das aves. Estava coberta por uma rede verde e a maior parte dos animais andava à solta. As aves de rapina estavam enjauladas e uma delas num espaço demasiado pequeno para se mexer em condições.

Por fim, vimos o Panda já que as girafas pareciam ter desaparecido assim como muitos outros animais. Isto porque encontrámos muitas jaulas vazias. Esta é a melhor fotografia que tenho do panda, já que os vidros, assim como as jaulas, não estavam muito limpos...


Ah, juntámos umas Pringles e deu nisto.


Amanhã, Portugueses e Coreanos juntam-se no 303 (leia-se o meu quarto e da Piri) e vamos festejar o S. Martinho, visto que não podemos festejar no próprio dia! 
Entretanto, a semana foi-se dividindo entre aulas, estudo e compras.
Antes de se subir à muralha, havia um lindo jardim, chamado Jardim da Longevidade. Era um local muito tranquilo. Gostei principalmente da estátua que se via no centro.
Subir a Grande Muralha não é tarefa fácil. É muito bonito de se ver nas fotos e é ainda mais bonito quando se está lá, mas é preciso muita força de vontade. Há escadas que quase não precisamos levantar as pernas, basta deslizar e depois há outras que quase necessitamos de ser içados para conseguir subir... Resultado? As minhas pernas estão a fazer-se sentir de uma forma ridiculamente dolorosa. Mas era a Grande Muralha! Agora tenho de visitar a parte da Grande Muralha em Pequim, se bem que uma das professoras que nos acompanhou disse que a parte de Tianjin é mais calma e por isso mais interessante de se visitar.
Quando acabámos a nossa peregrinação pela escadaria, fomos almoçar. Levaram-nos para uma zona rural, onde as pessoas ainda lavam a roupa à mão no rio e serviram-nos uma óptima refeição naquele que deve ser o reaturante da aldeia.
No fim do almoço, conduziram-nos ao pomar para colhermos maçãs. As árvores estavam carregadas. Ah, e é assim que se "caçam" diospiros na China. Ao longe, parecem lanternas cor-de-laranja pendurados nas árvores.
Foi aí que surgiu esta foto com a legenda maravilhosa: "A Branca de Neve e a Anoa", by Rosa. Porque na China é dificil lembrarmo-nos das palavras da nossa Língua Mãe...
No regresso, todos viemos a dormir. Foi um dia em cheio e às 22:00 estava no meu pijaminha a descansar até esta manhã. Um soninho que soube pela vida!
Foi um dia muito bem passado, claro. Durante o dia a beira-mar é muito agradável mas à noite é ainda mais bonito visto que todas as fontes e arbustos são iluminados.
Jantámos num restaurante de massa de arroz. Foi uma aventura e tanto. Até tinhamos direito a babetes! Aqui estou eu e a minha colega (Eva) de corrida com eles!

Ontem, eu e o André saímos da Universidade às 6 da manhã para corrermos até Beijing e apanharmos a Piri! E apanhámos depois de andarmos no comboio mais rápido do mundo ( mais de 350 km/h), sermos atropelados pelos chineses no metro e de relaxarmos no comboio para o aeroporto! A rapariga já cá está e econtra-se de boa saúde!
E a Tuxa fez uma breve aparição no SPR Coffee a beber um Moccha Gelado.