sábado, 13 de novembro de 2010

Anathema: I was there because I was there!

Gosto de música. Gosto de música clássica e contemporânea, gosto de salsa e de rock, gosto de raggae e soul mas (e muitos de vós dirão que isto não é música) gosto, acima de tudo, de metal. No entanto, e para aqueles que estavam com medo que fosse encher o blog com mais uns quantos videos de metal, vim aqui para falar do mais maravilhoso concerto a que fui.
Anathema. Esta banda de Liverpool foi uma das precursoras do Doom/Death Metal mas, e deve ser das poucas vezes que direi isto, mudou de estilo quando os irmãos Cavanagh tomaram conta dela: surgiu então uma das melhores bandas de rock que alguma vez escutei.
É quase impossível para mim não encontrar algo que me lembre de alguém muito importante nas letras dos Anathema. Talvez esteja a abusar, mas afirmo sem qualquer problema que Anathema é como ouvir poesia com banda sonora.
No passado dia 3 de Novembro, fui até ao Hard Club no Porto e assisti a duas horas de concerto para a apresentação do novo álbum da banda, We're Here Because We're Here. A abertura do concerto foi feita pelos Slamo (banda portuguesa formada em 1994 e que, após o lançamento do álbum Room Without a View em 2000, desapareceu do panorama musical português).

Slamo
Message in a Bottle



Uma hora depois, Dan Cavanagh encontrava-se a cinco centímetros de distância de mim ( sim, consegui ficar na primeira fila) e os Anathema deram um concerto de duas horas que por mim podia ter durado uma eternidade.
Deixo aqui uma das que mais queria ouvir, do novo álbum. Thin Air. Porque quando a escuto penso que o Amor é isto mesmo. O ar é estreito. E, uma vez mais, para mim, Anathema é Amor. Mais, garanto-vos que ao vivo, quase se perde o fôlego.

Anathema
Thin Air



Love
Is free
In time
In peace
And now
Is here
This life
This dream
You know how it feels but
Is it all in your mind?
When you know how it feels to be
Pushed and pulled through your life
And sometimes I feel like
There is light in your eyes
And all that I know is I love you
Yes I love you

And it feels like we're already flying
But the air is too thin and we're dying
The clouds all around take us higher
The world far below is on fire
I hold out my hand just to touch you
And all that I know is I love you
A vision, a promise of heaven
A reason for being forever

You're just a whisper away

We've come too far to turn back
This is where we stand
And face it
This is who we are
One step closer
Into thin air
We will go there
We've come too far to turn back
This is where we stand and face it
I feel you breathe
And you're just a whisper away

We've come too far to turn back
This is where we stand
 
 
Liebend

domingo, 31 de outubro de 2010

Resolvido o mistério da Torre!

Foi aqui que tudo começou. No dia em que este post foi publicado, ganhei mais uns quantos cabelos brancos ( se não ganhei, pouco faltou)! Eu e outros tantos leitores do blog Cloreto de Sódio sentimos um aperto no coração. O Professor João Luís anunciava o desaparecimento, em Outubro, daquele que é o símbolo da minha querida terriola: a Torre do Relógio.
Como já era de esperar, a população andava intrigada. Falo por mim quando digo que comecei a reparar ainda mais na Torre (sim, até encontrei um spot perto de minha casa, onde ela surge entre os prédios. Nunca tinha dado conta. É mesmo preciso estar atento.) e a imaginar o que raio viria a acontecer. Estaria prestes a cair? Será que iam apagar as luzes durante uma noite de Outubro?

Enquanto a minha cabecinha dava à manivela, o senhor professor ia aguçando a preocupação com fotografias do Castelo ora com a Torre, ora sem ela.


Uma noite, quando o encontrei num dos corredores do Curvo Semedo, perguntou-me se estava pela terriola no dia 30 de Outubro. Eu respondi com uma pergunta que ele deixou a flutuar: Que vai fazer à minha Torre? Claro está que marquei o dia no calendário do telemóvel.
Em conversa com alguns amigos ( isto funcionou como se fosse um episódio de House, percebem? Tínhamos de chegar a um diagnóstico!), alguém lançou a meio de uma viagem: Ele não andará a escrever algo novo?
Poucos dias depois tivemos a confirmação via Facebook e no blog do professor.

Ontem, lá estive como marcara no calendário, na Biblioteca Municipal Almeida Faria para o lançamento do livro que mais fez Montemor-o-Novo falar e conspirar: Outros Contos de Vila Nova por João Luís Nabo (também avistado neste blog como Zero à Esquerda). Enquanto aguardava que a apresentação começasse, li o prefácio do livro, e sim, vi aquilo que já conhecia do meu professor de T.T.I. e fiquei a saber mais coisas. Não me lancei logo na leitura do livro mas, ao longo da apresentação, gostei dos trechos que foram lidos.
Agora que já estou a acabar de ler só posso garantir que é de leitura obrigatória para qualquer montemorense, penso, e para quem gosta de um bom livro. Já tenho o meu, claro está, autografado e tudo!  

Liebend

P.S.: Agradeço que me tenham deixado roubar as fotos de Manuel Roque.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

For seven years I've been trying to say...

One Last Goodbye

How I needed you
How I bleed now you're gone
In my dreams I see you
I awake so alone

I know you didn't want to leave
Your heart yearned to stay
But the strength I always loved in you
Finally gave way

Somehow I knew you would leave me this way
Somehow I knew you could never stay
And in the early morning light
After a silent peaceful night
You took my heart away
And I grieve
In my dreams I can see you
I can tell you how I feel
In my dreams I can hold you
And it feels so real

I still feel the pain
I still feel your love
I still feel the pain
I still feel your love

Somehow I knew you could never, never stay
And somehow I knew you would leave me
And in the early morning light
After a silent peaceful night
You took my heart away
I wished, I wished you could have stayed

Anathema
 
 


A neta,
Patrícia

sábado, 18 de setembro de 2010

domingo, 12 de setembro de 2010

Might and Magical Wars

Em 1999 saiu um dos jogos que mais me viciou ate hoje: Heroes of Might and Magic III (The Restoration of Erathia). Ainda não percebia muito de computadores nesta altura mas não conseguia largar este jogo e acreditem, ainda hoje é um dos meus favoritos.  



Visto adorar Anjos, pensei que fosse cair redonda pela Cidadela, mas não achei o castelo tão apelativo. Como muitos sabem, o meu castelo favorito era o Rampart, ao contrario do que eu própria esperara. Ao comando de druidas e rangers, este era o local onde tropas de Centauros, Elfos, Pégasos, Unicórnios (os meus preferidos!) e outros animais místicos se uniam para formarem um poderoso exército. Levava o jogo mesmo a serio, e tinha ate heróis favoritos. E, quando a taberna demorava a encontrar-me a Ranger Mephala e o Druida Aeris, ficava bastante irritada. Estes dois eram os meus favoritos e, quando comecei a jogar, eram indispensáveis ao exercito que formasse. Agora, já passo bem sem eles se bem que não deixo de os favorecer. Coisas de criança que seguem connosco.


HOMM3 Intro



Em 2002, surgiu o Heroes of Might and Magic IV. Mal podia esperar por o ter em maos e, quando tive, nem esperei para o largar. Apesar da Mephala continuar pelo Rampart, os gráficos não eram nada apelativos e, parecendo que não, isso desmotiva um jogador. Permaneci fiel ao HOMM3 e, ainda na Universidade, era esse que, muito regularmente, me entretinha nas pausas de estudo.




Em 2006 apareceu o Heroes of Might And Magic V. No entanto, foi só em 2007 que lhe deitei a mão e, meus caros, já não quis largar!

Tal como no HOMM3, a história fascina-nos desde o começo e, ao invés do HOMM4, os gráficos eram e são fabulosos, pois somos levados por mundos fantásticos e que nos lembram muitos filmes de animação que nos deslumbram em criança, sem perderem um toque da realidade do nosso mundo . Todos os castelos sofreram alterações ( Rampart, por exemplo, passou a Sylvan e, sinceramente, o castelo tornou-se muito mais bonito), surgiram novos heróis e fui obrigada a dizer adeus aos meus queridos Mephala e Aeris. Ainda assim, nem tudo se perdeu! Sempre que posso escolher o herói ou quando as encontro (sim, são duas meninas!) na taberna, a minha equipa tem sempre como membros Ylthin, senhora dos Unicórnios, como não podia deixar de ser, e Anwen, especializada em Elfos. Mais, as batalhas ganharam vida e o castelo dos humanos, que conta com a presença dos Anjos, tornou-se muito mais aliciante. 


HOMM5 Trailer



Sim, podem dizê-lo: Vocês, miúdas, e a mania dos Elfinhos e Fadinhas. Que posso dizer? Aproveito e acrescento, acho muito bem que as Fadas tenham surgido no HOMM5. São parte integrante da mitologia celta, na qual o castelo Sylvan se baseia. Aliás, mais um motivo que tenho para adorar este jogo, são as referências mitológicas. 

2011 parece ser o ano em que muitos jogos vão chamar por mim. Mais um a acrescentar na minha lista parece ser o Heroes of Might and Magic VI. A luta entre o bem e o mal continua e não mal o jogo saia, quero fazer parte dela!

HOMM6 Trailer

Para mais informações, passem por aqui.

Liebend & Me

sábado, 11 de setembro de 2010

Adeus, Verão

Corinne Bailey Rae
Put Your Records on







Importante: Antes de ler, deve-se ouvir a canção, porque me lembra sempre aquela que é a minha terra.

O Verão chegou ao fim. A Feira da Luz e o marco que o assinala na nossa terriola.
 Por aqui, vou-me dividindo entre procurar estágio, passar o máximo de tempo que posso com a família e amigos próximos, reencontrar colegas com que há muito não contactava, mimar o ursinho Gummy, que bem merece, e preparar o regresso a Braga por mais seis meses.
As saudades da China apertam mas a verdade é que as saudades de Montemor, que ainda não abandonei, sobrepõem-se a essas… 
A calma do vale a que chamam cidade, as searas douradas que cobrem os terrenos que rodeiam o aglomerado de casas caiadas, o ar fresco que nos acaricia a face pelo nascer do sol enquanto ouvimos o cantar dos pássaros e que, por fim aquece, e tosta a pele de um dourado quente (pelo menos, a que deixa), o azul safira do céu durante o pôr-do-sol das noites de quarto crescente, o chocalhar dos badalos das ovelhas que entra pela janela do quarto nas noites mornas … Conseguisse eu levar a terriola numa mochila para onde quer que fosse!  
Seja como for, este é o lugar de que vou “abalar” e a que vou regressar mais vezes durante a vida, estou certa.

Liebend & The Pen

P.S.: Pode-se dedicar uma canção de amor à terriola?  

Macy Gray
I Try


domingo, 5 de setembro de 2010

Pirilampo, voa, voa...

Sempre que escrevi em blogs, tive o hábito de, por vezes, transcrever para eles pequenos excertos de livros que estivesse a ler, que me dissessem algo em particular. Aqui me estreio neste.

O pirilampo esvoaçou para o ar bastante tempo depois, como se lhe tivesse ocorrido algo de repente. Abriu as asas e voou rapidamente por cima do corrimão até flutuar na palidez da escuridão. Delineou um célere arco ao lado do depósito de água, como se tentasse recuperar um intervalo de tempo perdido. Por fim, após pairar durante uns escassos segundos como se observasse a linha curvada da sua própria luz a fundir-se com o vento, esvoaçou para leste.
O rasto da sua luz permaneceu dentro de mim bastante tempo depois de o pirilampo ter desaparecido e essa sua pálida e ténue luminosidade continuava a pairar como uma alma perdida na espessa escuridão por trás das minhas pálpebras.
Tentei várias vezes estender a mão na escuridão, mas os meus dedos não tocavam em nada. O ténue brilho perdurava, mas estava para além do meu alcance.
Haruki Murakami, in Norwegian Wood

Liebend, Me & Myself  

terça-feira, 31 de agosto de 2010

É já amanhã

Este ano, de 1 a 6 de Setembro, a cidade ganha outra cor e som com a tão esperada Feira da Luz
Quando era miúda, este evento era sinónimo de algodão doce cor de rosa e carrinhos de choque (que só podia conduzir com o sr. Professor ao lado), mais tarde tornou-se ponto de encontro com os amigos para noites animadas de concertos e passeatas no "Canguru". A certa altura as tendas brancas para a compra de acessórios e as caipirinhas também ganharam um brilho encantador. Ainda assim, todos os anos a Feira do Livro (local a examinar ao pormenor) era de paragem obrigatória. 
O ano passado foi a primeira vez que faltei à nossa festa. Este ano, há que compensar.


Vejo-vos por lá?

Liebend

domingo, 29 de agosto de 2010

Noites lá Fora

Acabei de chegar a casa depois de uma Noite lá Fora. A última Noite lá Fora organizada pela Theatron.
Os Amigos do Alheio, um grupo de músicos montemorenses, encheram a sede daquela associação cultural com o som de um ensaio ao vivo que correu tão bem que mais parecia um "concerto a sério".
O video que aqui deixo, apesar de já ter uns valentes anos, é da canção que, no fim, foi pedida pelo público no espectáculo de hoje.

Venham Mais Cinco



Venham também mais noites destas, para o ano.

Liebend