Papel, lapiseira e uma borracha. Foi tudo o que precisei para me entreter no comboio, esta manhã. Voltei a escrever e estou feliz.
Digo-vos apenas que o meu novo herói (se é que lhe posso chamar isso) chama-se Abel, é real, mal o conheço mas vou redigir a história dele. Pelo menos, da maneira como imagino que seja.
Liebend & The Pen
quarta-feira, 9 de março de 2011
terça-feira, 8 de março de 2011
segunda-feira, 7 de março de 2011
domingo, 6 de março de 2011
"Tudo o que sei é que devo morrer em breve; mas o que mais ignoro é essa mesma morte, que não saberei evitar." Victor Hugo
A morte é, sem sombra de dúvidas, o maior mistério que existe. Mistério... não gosto muito dessa palavra para descrever a morte. Prefiro antes, segredo. É um segredo.
Não gosto de segredos. Nunca gostei. E, desde pequena, mesmo sempre muito quieta e silenciosa, tentava perceber todos aqueles segredos que pairavam no ar e aos quais o meu acesso era limitado. Contudo, a morte nunca foi um segredo apelativo (até a mim me parece estranho ler isto... estou a fazer-me entender?). Nunca pensei em pesquisar nada sobre o assunto. A resposta: Está no Céu. era mais do que suficiente para a aceitar.
Porém, este segredo deixou de ser uma simples palavra nos poemas de Bocage ou Byron alguns meses depois de fazer 15 anos, quando a pessoa que mais amei até hoje desapareceu. A princípio, fiquei confusa. E agora? Mas, com o passar dos dias, acreditava que tinha de encontrar algures uma resposta. Sentia que me tinham tirado o chão debaixo dos pés, que faltava algo dentro de mim.
Ler sobre o assunto só pareceu trazer mais questões, mais segredos. Palavras como alma e espírito revelaram-se tão secretas quanto morte. Li Bocage, Byron, Poe e outros à procura de respostas. Enchi capas de cadernos com citações sobre o assunto. Em suma, persegui a Morte mas ela nunca se deteve. Se encontrei respostas? Não, claro que não.
Alguns anos depois, foi a vez de um grande amigo meu seguir pelo mesmo caminho secreto. Mais uma vez, as perguntas, já semi-camufladas, perseguiram-me e eu a elas. Dead end.
Já na China, quando menos esperava, outro grande vazio instalou-se dentro de mim.
A verdade é que nunca fica ou parece mais fácil. O tempo não cura. E, de tempos a tempos, as perguntas surgem, de novo, e a frustração de nos encontrarmos sem resposta, abala-nos.
Nos últimos dias que passei na China, em Pequim, corri a Livraria de Línguas Estrangeiras de uma ponta a outra. O livro que mais me chamou à atenção, pela capa, confesso, foi Her Fearful Symmetry da Audrey Niffenegger. Só pensava em comprá-lo mas, até mesmo na China, o livro era extremamente caro e a minha mala já não aguentava muito mais peso. Desisti da ideia.
Um dia, em Braga, passeava na Fnac e, por acaso, encontrei o único exemplar do livro numa prateleira de literatura estrangeira, versão livro de bolso, e nem pensei duas vezes. Infelizmente, fui adiando a leitura e só agora, nas idas para o Porto e regressos a Braga, é que fui lendo.
Esta é a história de Elspeth (sempre adorei esse nome, aproveito para partilhar), que morre de leucemia aos 44 anos e como a sua morte vai afectar as vidas daqueles que a amavam, daqueles que a odiavam ,daqueles que nem sequer a conheciam e, ainda, a existência ou não existência da própria Elspeth. Não vou aprofundar mais porque acho que isso poderia eventualmente estragar o vosso possível desejo de leitura. Não pensei, no entanto, que se trata de uma simples história sobre a morte. Uma das coisas que me fez gostar imenso do livro foi o facto do sentimento Amor ser abordado como algo multifacetado.
O que na verdade quero partilhar aqui é o facto de, ao longo do livro, dar comigo muitas vezes a pensar E se... Agora que o terminei e adorei, sei que vou passar muito tempo a questionar-me... Uma coisa tenho a certeza, devemos sempre valorizar a nossa alma acima de tudo.
Liebend & The Pen
sábado, 5 de março de 2011
I say the right thing but act the wrong way. I like it here but I can not stay. It's hard to explain.
Acho que quanto mais explico, menos me entendem...
Hard to Explain
The Strokes
Liebend
sexta-feira, 4 de março de 2011
quinta-feira, 3 de março de 2011
quarta-feira, 2 de março de 2011
Limpeza da Primavera
Trouxe a vassoura, um balde com água e detergente com cheiro a flores e a esfregona. Está na hora de limpar este blog! Há que arranjar um novo template, trazer novos posts...
E vocês perguntam: Liebend, porquê tão ausente?
A resposta é simples: estou cansada. Não estou cansada de escrever mas a minha jovem vida tornou-se extremamente movimentada desde o dia 1 de Fevereiro com o inicio do estágio e o resultado é este que se tem visto, um blog vazio.
Não se preocupem, caso o tenham feito em algum momento, pois estão prestes a chegar novas publicações. Só precisam aguardar mais uns dias!
Liebend
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Gold it is
Hoje, um dos meus escritores favoritos faria anos. Vou deixar aqui um dos meus poemas favoritos (incorporava a minha parede na China) deste grande autor.
Lenore
Edgar Allan Poe
Ah, broken is the golden bowl! the spirit flown forever!
Let the bell toll!- a saintly soul floats on the Stygian river;
And, Guy de Vere, hast thou no tear?- weep now or nevermore!
See! on yon drear and rigid bier low lies thy love, Lenore!
Come! let the burial rite be read- the funeral song be sung!-
An anthem for the queenliest dead that ever died so young-
A dirge for her the doubly dead in that she died so young.
"Wretches! ye loved her for her wealth and hated her for her pride,
And when she fell in feeble health, ye blessed her- that she died!
How shall the ritual, then, be read?- the requiem how be sung
By you- by yours, the evil eye,- by yours, the slanderous tongue
That did to death the innocence that died, and died so young?"
Peccavimus; but rave not thus! and let a Sabbath song
Go up to God so solemnly the dead may feel no wrong.
The sweet Lenore hath "gone before," with Hope, that flew beside,
Leaving thee wild for the dear child that should have been thy
bride.
For her, the fair and debonair, that now so lowly lies,
The life upon her yellow hair but not within her eyes
The life still there, upon her hair- the death upon her eyes.
"Avaunt! avaunt! from fiends below, the indignant ghost is riven-
From Hell unto a high estate far up within the Heaven-
From grief and groan, to a golden throne, beside the King of
Heaven!
Let no bell toll, then,- lest her soul, amid its hallowed mirth,
Should catch the note as it doth float up from the damned Earth!
And I!- to-night my heart is light!- no dirge will I upraise,
But waft the angel on her flight with a Paean of old days!"
Liebend
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