terça-feira, 21 de junho de 2011

Das minhas leituras

Tenho muitas saudades daqueles dias que não tinha preocupações e que passava horas a ler. Devorava os meus livrinhos sem ter que me preocupar com nada. E agora? Agora mal tenho tempo para virar as páginas.

Ainda assim, andei a acrescentar umas quantas obras à minha de lista de Must Read:

  1. O Cemitério de Praga - Umberto Eco
  2. Jerusalém - Gonçalo M. Tavares
  3. A Rainha Branca - Philippa Gregory
  4. A Noiva Bórgia - Jeanne Kalo­gri­dis
  5. A Papisa Joana - Donna Woolfolk Cross

Acabei há uns tempos de ler o Babyji da Abha Dawesar e agora estou a ler o Só o Amor é Real de Brian Weiss (este último foi-me oferecido e confesso que não faz o meu estilo de livro, contudo, vamos lá ver o que aprendo com ele.)

E vocês, estão a ler algo?

sexta-feira, 17 de junho de 2011

M*therf*cker

Não sei do que gosto mais, se do videoclip ou se da canção. Mas, uma coisa é certa, não me farto de nenhum dos dois!

The Black Keys
Tighten Up


Liebend

domingo, 12 de junho de 2011

Sei que não vou por aí!

Esta tarde lembrei-me dos tempos em que comecei a ler poesia. Apesar de sempre ter gostado de ler, a poesia nunca foi algo que apreciasse.
 Depois, aos 15 anos, com um estudo intensivo da mesma devido ao famoso Português A que, comparado com o triste Português B (não me levem a mal o adjectivo), era Literatura pura, aprendi que existe um mundo bem mais profundo na poesia.
Ainda assim, cantigas de Amigo, Amor ou Escárnio nunca foram as minhas favoritas e, enquanto folheava o livro de Português A mais para a frente (um hábito que tinha com todos os outros livros da escola) encontrei um poema que me fez começar a ler e a apreciar poesia.
Revi-me nesse poema se bem que muitos adultos diriam e dirão, certamente, que todos os adolescentes sentem uma grande afinidade por ele. Contudo, ainda hoje me vejo nessas palavras.
Às vezes pergunto-me porque é que tanta gente tenta dizer aos outros como devem viver a prórpia vida. Nunca entendi. Nomeadamente, nunca percebi porque é que tanta gente me tenta dizer o que devo ou tenho de fazer. Até porque, quem me conhece bem sabe, acabo sempre por não fazê-lo. Sempre fiz como me deu na telha, perdoem a expressão. Aliás, muitas vezes fazia exactamente o contrário só para mostrar que não preciso de bússolas falantes.
Sei o que quero.

José Régio
Cântico Negro

"Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...

A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre a minha mãe

Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...

Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...

Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...

Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
- Sei que não vou por aí!

Myself

terça-feira, 7 de junho de 2011

Metal para os que gostam e para os que não gostam nada #2

Kidneythieves
Before I'm Dead (acoustic)



Durante a adolescência, a minha escritora favorita era Anne Rice. Livros como A Entrevista com o Vampiro e a Rainha dos Malditos enchiam o meu quarto. Foi quando vi o filme A Rainha dos Malditos (que aproveito para dizer que não vale nada e nao tem nada a ver com o livro) que ouvi esta canção pela primeira vez. Mais tarde descobri que existia a versão acústica e a qui está ela.


Nightwish
The Islander



Sempre fui uma fã de Nightwish na Era Tarja Turunen mas confesso que esta canção está bem é com a voz da Anette Olzon.

Kamelot & Simon Simons
The Haunting




Não sou a maior fã de Kamelot mas sem dúvida que adorei esta canção logo da primeira vez que a ouvi. Além de que conta com a participação da Simone Simons dos Epica. E, para quem ainda não sabe, adoro o cabelo desta mulher, para além da voz, claro! Não é fabuloso vê-la a fazer headbanging neste video?

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Judge me now

Enquanto vinha no autocarro da Rede Expressos, decidi mudar o visual do blog e aqui está o resultado.
Como ultimamente ando capaz de pegar fogo a tudo e todos, pareceu-me apropriado...

In Flames
The Quiet Place

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Make me understand you are there for me

Numa manhã do 12º ano, durante o intervalo dos 20 minutos, o B. chamou-me perto dele e disse: "Oh amiga do Metal, vamos ver se aguentas isto."
Esteve no repeat o dia todo e o pobre B. só ouviu música depois de cada um seguir o seu caminho para casa.
Quando escuto esta canção, aquele dia não me sai da cabeça. Tenho saudades do pouco tempo que ele fez parte do meu grupo de amigos.

In Flames
Take This Life



Myself