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sábado, 18 de setembro de 2010

I've got an annoucement to make

My name is Alice and I'm FINALLY going down the yellow brick road to the holy Wonderland!



Liebend

domingo, 12 de setembro de 2010

Might and Magical Wars

Em 1999 saiu um dos jogos que mais me viciou ate hoje: Heroes of Might and Magic III (The Restoration of Erathia). Ainda não percebia muito de computadores nesta altura mas não conseguia largar este jogo e acreditem, ainda hoje é um dos meus favoritos.  



Visto adorar Anjos, pensei que fosse cair redonda pela Cidadela, mas não achei o castelo tão apelativo. Como muitos sabem, o meu castelo favorito era o Rampart, ao contrario do que eu própria esperara. Ao comando de druidas e rangers, este era o local onde tropas de Centauros, Elfos, Pégasos, Unicórnios (os meus preferidos!) e outros animais místicos se uniam para formarem um poderoso exército. Levava o jogo mesmo a serio, e tinha ate heróis favoritos. E, quando a taberna demorava a encontrar-me a Ranger Mephala e o Druida Aeris, ficava bastante irritada. Estes dois eram os meus favoritos e, quando comecei a jogar, eram indispensáveis ao exercito que formasse. Agora, já passo bem sem eles se bem que não deixo de os favorecer. Coisas de criança que seguem connosco.


HOMM3 Intro



Em 2002, surgiu o Heroes of Might and Magic IV. Mal podia esperar por o ter em maos e, quando tive, nem esperei para o largar. Apesar da Mephala continuar pelo Rampart, os gráficos não eram nada apelativos e, parecendo que não, isso desmotiva um jogador. Permaneci fiel ao HOMM3 e, ainda na Universidade, era esse que, muito regularmente, me entretinha nas pausas de estudo.




Em 2006 apareceu o Heroes of Might And Magic V. No entanto, foi só em 2007 que lhe deitei a mão e, meus caros, já não quis largar!

Tal como no HOMM3, a história fascina-nos desde o começo e, ao invés do HOMM4, os gráficos eram e são fabulosos, pois somos levados por mundos fantásticos e que nos lembram muitos filmes de animação que nos deslumbram em criança, sem perderem um toque da realidade do nosso mundo . Todos os castelos sofreram alterações ( Rampart, por exemplo, passou a Sylvan e, sinceramente, o castelo tornou-se muito mais bonito), surgiram novos heróis e fui obrigada a dizer adeus aos meus queridos Mephala e Aeris. Ainda assim, nem tudo se perdeu! Sempre que posso escolher o herói ou quando as encontro (sim, são duas meninas!) na taberna, a minha equipa tem sempre como membros Ylthin, senhora dos Unicórnios, como não podia deixar de ser, e Anwen, especializada em Elfos. Mais, as batalhas ganharam vida e o castelo dos humanos, que conta com a presença dos Anjos, tornou-se muito mais aliciante. 


HOMM5 Trailer



Sim, podem dizê-lo: Vocês, miúdas, e a mania dos Elfinhos e Fadinhas. Que posso dizer? Aproveito e acrescento, acho muito bem que as Fadas tenham surgido no HOMM5. São parte integrante da mitologia celta, na qual o castelo Sylvan se baseia. Aliás, mais um motivo que tenho para adorar este jogo, são as referências mitológicas. 

2011 parece ser o ano em que muitos jogos vão chamar por mim. Mais um a acrescentar na minha lista parece ser o Heroes of Might and Magic VI. A luta entre o bem e o mal continua e não mal o jogo saia, quero fazer parte dela!

HOMM6 Trailer

Para mais informações, passem por aqui.

Liebend & Me

sábado, 14 de agosto de 2010

Why is a raven like a writing desk?

Desde pequena que um dos contos que mais me faz sorrir e andar com a cabeça no ar é Alice no País das Maravilhas. Comecei por ver o filme da Disney em VHS, dobrado em Português do Brasil ( que aproveito para lembrar que não é o Português que eu falo e escrevo). Era quase um ritual em
casa dos meus Avós, após sair das aulas. Antes dos trabalhos de casa, sentava-me na mesa redonda da sala de estar e, enquanto lanchava as torradas de pão alentejano (não há melhores!), deixava-me levar para o mundo da Alice. E isto durou muitos anos.
Já naquela altura, a minha personagem favorita não era a Alice. Não. Na verdade, achava a Alice uma menina tola e influenciável, demasiado curiosa e distraída. Para mim, a personagem mais interessante era o Gato Cheshire. A maneira como deixava Alice confusa, umas vezes ajuda
ndo-a, outras vezes conduzindo-a a problemas, mas sempre com um sorriso. O desaparecer e deixar só o sorriso no ar... Na criança que comia torradas, essa imagem do gato fazia-a acreditar que acontecesse o que acontecesse, um sorriso deve permanecer nas nossas caras. Hoje, já tenho outras interpretações das atitudes do Cheshire, como aliás era de esperar visto que quando crescemos vamos tomando consciência de que os desenhos animados também são feitos à imagem das pessoas, mesmo que tenham a forma de um gato. E sejamos sinceros, Cheshire ensina uma valiosa lição à menina loira, e a todos nós, quando a faz entender que não vale a pena ir contra a loucura, já que cada pessoa tem a sua e onde quer que ela vá acabará sempre por encontrar alguém. Afinal, se pensarmos bem, não é no País das Maravilhas mas sim na vida real que temos de lidar com várias pessoas, cada uma com as suas virtudes e defeitos. Para quê tentar ir contra isso e acreditar que há alguém que é virtuoso em quase tudo o que faz? A perfeição não existe, lamento informar-vos. Ninguém é perfeito, todos cometemos erros e o melhor que temos a fazer é mesmo sorrir.
Neste pequeno excerto, Cheshire aparece a Alice, entoando a primeira e última estrofes do famoso poema Jabberwocky de Lewis Carrol:

'Twas brillig, and the slithy toves
Did gyre and gimble in the wabe;
All mimsy were the borogoves,
And the mome raths outgrabe.



Ainda não me debrucei com atenção sobre o livro, confesso o pecado, mas está na minha enorme lista de livros a ler e preparo-me para encurtá-la o mais depressa possível, visto que ela cresce sempre que lhe toco.
Este ano, na China, tive a oportunidade de assistir no cinema ao filme de Tim Burton, em 3D. Confesso que talvez não faça grande diferença o filme ser em 3D mas, como grande fã que sou, tanto da estória como do realizador e de alguns elementos do elenco, não perdi a oportunidade de o ver! Como era de esperar, quase saltei da cadeira quando a grande cara de Cheshire com o sorriso matreiro estampado nela encheu a sala escura.


Mais, assim que vi as estatuetas de Alice e do Chapeleiro Louco à venda, comprei-as. Com muita pena minha, só tinham essas duas e o Cheshire não está na minha colecção de figuras. Por enquanto.
Ainda na China e antes da estreia do filme de Burton, andei viciada num pequeno anime, baseado no manga de Jun Mochizuki, Pandora Hearts. Dando vida a muitas das personagens de Alice e a outras que são pura imaginação do autor, esta estória faz-nos perguntar constantemente: Quem matou Alice?


No entanto, a Alice de que quero falar hoje é diferente de todas as outras que já referi em cima. É a Alice do famoso jogo de Mcgee.
Em 2000, saiu para o PC um jogo que viria a revolucionar a maneira como Alice era vista pelo mundo. A jovem doce e sonhadora dava lugar a uma rapariga traumatizada e que nos transporta para um país das maravilhas não tão maravilhoso como isso. Após um incêndio, Alice perde a família e é levada para um hospital psiquiátrico.Os olhos da menina não são doces e curiosos, Cheshire não é da cor do algodão-doce e o sorriso é ainda mais matreiro e assustador do que aquele que estamos habituados e, para nos deixar ainda mais admirados, a mesa de chá do Chapeleiro Louco não é tão convidativa como desejamos.


Onze anos depois do primeiro jogo, Alice volta ao PC. Alice Madness Returns é um dos jogos que mais aguardo. Com certeza que todos vós sabem que nem sempre o nosso país das maravilhas é cheio de encanto e cheiro a torradas caseiras.

Enquanto aguardamos, vai uma chávena de chá?

Liebend