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sexta-feira, 25 de março de 2011

Estou farta de ser parva... e tu, Portugal?

Estou farta de trabalhar a troco de nada, estou farta de ouvir dizer "isto está mau" mas não ver nada a ser feito! Estou farta de ver gente a estudar para ser desempregado! Estou farta de me acomodar! Estou farta de ver a minha Pátria cada vez mais pobre porque uns poucos "comem tudo"! Estou farta de PS's, PSD's, CDS's, PCP's, BE's e outros tantos!

Parva Que Sou
Deolinda


Liebend & The Pen

quinta-feira, 24 de março de 2011

Porque Portugal Precisa de Energia

E precisa de novas ideias, de novos partidos, de pessoas capazes de arrancar de lá as ervas daninhas pela raíz. Precisa-se de gente com valores naquele Hemiciclo! Que se acabe com ordenados base de 3000 e tal euros, que se acabe com centenas de euros gastos em flores todas as semanas na Assembleia da Républica e nos gabinetes do PM e PR, que se acabe com os cortes nas reformas dos que durante anos trabalharam por Portugal.

Blasted Mechanism
Puxa Para Cima



The Pen

quarta-feira, 9 de março de 2011

"Abel fixou os grandes olhos azuis no céu, para lá da janela..."

Papel, lapiseira e uma borracha. Foi tudo o que precisei para me entreter no comboio, esta manhã. Voltei a escrever e estou feliz.

Digo-vos apenas que o meu novo herói (se é que lhe posso chamar isso) chama-se Abel, é real, mal o conheço mas vou redigir a história dele. Pelo menos, da maneira como imagino que seja.

Liebend & The Pen

domingo, 6 de março de 2011

"Tudo o que sei é que devo morrer em breve; mas o que mais ignoro é essa mesma morte, que não saberei evitar." Victor Hugo

A morte é, sem sombra de dúvidas, o maior mistério que existe. Mistério... não gosto muito dessa palavra para descrever a morte. Prefiro antes, segredo. É um segredo. 

Não gosto de segredos. Nunca gostei. E, desde pequena, mesmo sempre muito quieta e silenciosa, tentava perceber todos aqueles segredos que pairavam no ar e aos quais o meu acesso era limitado. Contudo, a morte nunca foi um segredo apelativo (até a mim me parece estranho ler isto... estou a fazer-me entender?). Nunca pensei em pesquisar nada sobre o assunto. A resposta: Está no Céu. era mais do que suficiente para a aceitar.

Porém, este segredo deixou de ser uma simples palavra nos poemas de Bocage ou Byron alguns meses depois de fazer 15 anos, quando a pessoa que mais amei até hoje desapareceu. A princípio, fiquei confusa. E agora? Mas, com o passar dos dias, acreditava que tinha de encontrar algures uma resposta. Sentia que me tinham tirado o chão debaixo dos pés, que faltava algo dentro de mim.

Ler sobre o assunto só pareceu trazer mais questões, mais segredos. Palavras como alma e espírito revelaram-se  tão secretas quanto morte. Li Bocage, Byron, Poe e outros à procura de respostas. Enchi capas de cadernos com citações sobre o assunto. Em suma, persegui a Morte mas ela nunca se deteve. Se encontrei respostas? Não, claro que não.

Alguns anos depois, foi a vez de um grande amigo meu seguir pelo mesmo caminho secreto. Mais uma vez, as perguntas, já semi-camufladas, perseguiram-me e eu a elas. Dead end.

Já na China, quando menos esperava, outro grande vazio instalou-se dentro de mim. 

A verdade é que nunca fica ou parece mais fácil. O tempo não cura. E, de tempos a tempos, as perguntas surgem, de novo, e a frustração de nos encontrarmos sem resposta, abala-nos.
 
Nos últimos dias que passei na China, em Pequim, corri a Livraria de Línguas Estrangeiras de uma ponta a outra. O livro que mais me chamou à atenção, pela capa, confesso, foi Her Fearful Symmetry da Audrey Niffenegger. Só pensava em comprá-lo mas, até mesmo na China, o livro era extremamente caro e a minha mala já não aguentava muito mais peso. Desisti da ideia.

Um dia, em Braga, passeava na Fnac e, por acaso, encontrei o único exemplar do livro numa prateleira de literatura estrangeira, versão livro de bolso, e nem pensei duas vezes. Infelizmente, fui adiando a leitura e só agora, nas idas para o Porto e regressos a Braga, é que fui lendo.

Esta é a história de Elspeth (sempre adorei esse nome, aproveito para partilhar), que morre de leucemia aos 44 anos e como a sua morte vai afectar as vidas daqueles que a amavam, daqueles que a odiavam ,daqueles que nem sequer a conheciam e, ainda,  a existência ou não existência da própria Elspeth. Não vou aprofundar mais porque acho que isso poderia eventualmente estragar o vosso possível desejo de leitura. Não pensei, no entanto, que se trata de uma simples história sobre a morte. Uma das coisas que me fez gostar imenso do livro foi o facto do sentimento Amor ser abordado como algo multifacetado.

O que na verdade quero partilhar aqui  é o facto de, ao longo do livro, dar comigo muitas vezes a pensar E se...  Agora que o terminei e adorei, sei que vou passar muito tempo a questionar-me... Uma coisa tenho a certeza, devemos sempre valorizar a nossa alma acima de tudo.

Liebend & The Pen

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

sábado, 11 de setembro de 2010

Adeus, Verão

Corinne Bailey Rae
Put Your Records on







Importante: Antes de ler, deve-se ouvir a canção, porque me lembra sempre aquela que é a minha terra.

O Verão chegou ao fim. A Feira da Luz e o marco que o assinala na nossa terriola.
 Por aqui, vou-me dividindo entre procurar estágio, passar o máximo de tempo que posso com a família e amigos próximos, reencontrar colegas com que há muito não contactava, mimar o ursinho Gummy, que bem merece, e preparar o regresso a Braga por mais seis meses.
As saudades da China apertam mas a verdade é que as saudades de Montemor, que ainda não abandonei, sobrepõem-se a essas… 
A calma do vale a que chamam cidade, as searas douradas que cobrem os terrenos que rodeiam o aglomerado de casas caiadas, o ar fresco que nos acaricia a face pelo nascer do sol enquanto ouvimos o cantar dos pássaros e que, por fim aquece, e tosta a pele de um dourado quente (pelo menos, a que deixa), o azul safira do céu durante o pôr-do-sol das noites de quarto crescente, o chocalhar dos badalos das ovelhas que entra pela janela do quarto nas noites mornas … Conseguisse eu levar a terriola numa mochila para onde quer que fosse!  
Seja como for, este é o lugar de que vou “abalar” e a que vou regressar mais vezes durante a vida, estou certa.

Liebend & The Pen

P.S.: Pode-se dedicar uma canção de amor à terriola?  

Macy Gray
I Try


terça-feira, 17 de agosto de 2010

Há sempre uma criança assustada dentro de nós

Quantas vezes damos connosco a viajar pela memória? Quantas vezes esquecemos os problemas e procuramos refúgio naquele cantinho esquecido do pensamento onde nos sentimos mais protegidos?

Tarja Turunen voltou. A ex vocalista de Nightwish lançou o terceiro álbum a solo What Lies Beneath. Quando o metal e a música clássica se encontram, dá uma combinação muito bonita.

I Feel Immortal
Tarja Turunen





The Pen - Liebend

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

A contagem decrescente começou!

A minha partida para a China está cada vez mais próxima, como podem ver aqui:



Já devem ter percebido que há algumas mudanças no blog, se bem que ainda faltam algumas.
Aproveito desde já para me despedir daqueles que não vou ver antes de apanhar o avião na próxima Sexta-Feira.
Sempre que o Governo Chinês permitir, virei ao blog dar-vos notícias minhas e das minhas aventuras por território oriental.
Até lá, vão vocês dando notícias!
Vejo-vos em 2010.
Me, Myself and the Pen

quinta-feira, 18 de junho de 2009

It's Over!

Penso que neste momento posso dizer: acabei o curso. Estou licenciada. Mas sinto que não aprendi muito...
Vou sair e festejar.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Pancadinhas É No Tricórnio de Finalista, tá?

Acabei de chegar do Enterro. Venho aqui porque estou extremamente irritada e apetce-me desabafar. Hoje queria falar-vos das actuações da Gatuna (estiveram muito bem!), dos Orishas (adorei!) e dos Da Weasel. No entanto, a noite que estava a correr tão bem, teve um final demasiado triste para o meu gosto.
Como muitos devem saber, os Da Weasel costumam distribuir garrafas de água ao público durante os concertos. No final do concerto, durante a dita oferta, parece que o Pacman vislumbrou uma amiga na primeira fila e decidiu, na brincadeira, atirar-lhe com as ditas garrafas. Porém, a força era tanta, que a rapariga baixou-se e eu, que por azar estava logo atrás dela, levei com uma na barriga que rebentou e outra na cabeça.
Eu não sou de me ficar quieta com isto e o "Sr. Liebend" muito menos. Fomos falar com alguém da AAUM. O que nos foi dito foi que não podíamos falar com o dito membro da banda e que a única coisa que me podiam fazer era arranjar uma t-shirt seca (ainda a tenho vestida, azulinha, da TMN) e levar ao INEM. Não ficámos satisfeitos e esperámos mais um pouquinho. Apareceu o manager. A príncipio tentou fazer-me ver que todos eles estavam a atirar garrafas ao público e que aquilo não fora de propósito para ninguém até que lhe expliquei que o Pacman agarrara nelas e as atirara como se fossem pedras. Então pediu desculpa (em nome da banda, diz ele) e perguntou se queria ir ao hospital... Disse que não mas que considerava que mesmo tendo sido a brincar, era uma brincadeira estúpida.
Enfim, para alguém que seguia a banda desde sempre, e volto a dizer que mesmo tendo sido na brincadeira e sem intenção, não voltarei a ver a banda com os mesmos olhos...
Fui, porque amanhã é o cortejo e vou exibir as minhas insignias de Finalista.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

The Pen - Enterro da Gata 2009

O Enterro da Gata é que é!
Para quem não sabe, aqui na Universidade do Minho não há Queima das Fitas (isso é para meninos!), há Enterro da Gata.
Este é um dos acontecimentos mais esperados pelos estudantes da Mui Nobre Academia Minho. É nesta altura que enterramos o insucesso escolar (a gata) e é também nesta altura que nos enterramos em concertos, cerveja e, pessoalmente, pão com chouriço antes de apanhar o autocarro para casa.
Este ano, o Enterro vai ter mais um dia: começa dia 9 com a Imposição de Insignias (lá estarei a receber as minhas) e com o Velório da Gata e termina dia 16 com o famoso Santoínho (Arraial Minhoto). O cartaz surpreendeu-me pela negativa. E para aqueles que pensam que estou a falar das bandas, estão enganados. Foi o design em si que me desiludiu. Quanto a bandas, posso dizer que já vi algumas. Guano Apes é a mais esperada, sem dúvida. No entanto, eu sei que vou estar colada ao palco para ver Orishas. Porquê? Porque adoro música cubana, mesmo que seja rap.
Enfim, lá terá de ser, deixo-vos o cartaz.


E Orishas

Represent Cuba



The Pen

terça-feira, 14 de abril de 2009

The Pen

Antes das férias começarem, decidi que ia passá-las a estudar e a fazer um trabalho que tenho de entregar para a semana. Claro está que, entretanto, comecei a escrever de novo e, quando isso acontece, parece que me esqueço do mundo. E esqueci. Passei as férias de lápis e papel na mão mas não para aquilo que devia.
Hoje deixo o Alentejo para regressar ao Minho e à Realidade. Isto implica que tenho de me concetrar em conseguir fazer tudo o que não fiz nas férias durante a semana de aulas e o fim de semana... Não me apetece muito e estou a ver que preciso esconder o caderno onde ando a escrever e esquecer-me dele.
Não vai ser muito fácil.
Uma coisa que acontece sempre que estou a escrever é recolher canções que me façam lembrar a acção que descrevo. Para muitos não faz sentido mas para mim faz. E como vou embora e não devo escrever nada aqui durante algum tempo, deixo esta para o caminho.
The Kin
Together


The Pen