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quinta-feira, 31 de maio de 2012

Capítulos

Desde que decidi sair de casa dos meus pais, a minha maior preocupação era o facto de ainda não ter arranjado trabalho e de as despesas recairem sobre o meu namorado. Por vários motivos que não vos tenho de dizer, decidi que devia ficar por perto de casa, apesar de ter muita vontade de viver no estrangeiro.

Verdade seja dita, arranjar emprego em Portugal não está fácil e é super complicado arranjar trabalho relacionado com Chinês numa pequena cidade alentejana. Comecei por me dedicar ao voluntariado, algo que pretendo praticar todos os dias como se fosse um emprego pago e só quem tem gosto na prática de ser voluntário consegue entender o que se ganha diariamente num ambiente onde podemos ser nós mesmos e dar aos outros aquilo que necessitam sem esperar nada em troca. É quase como um Natal onde os presentes são acções e sorrisos.

Agora no final do mês, tudo se compôs. Além do voluntariado, sou bombardeada diariamente (num bom sentido!) com traduções e além disto, muito em breve vou tornar-me formadora de Mandarim.

É um começo. Um novo e importante começo. Percebi que chegou a altura de assumir novas responsabilidades e de retomar antigos sonhos, como o de ser tradutora a partir de casa e passar o dia com a cabeça atolada em documentos, fazer um doutoramento, ter uma casa no campo e alguém com quem partilhar as refeições e a almofada. Parece que cheguei a esse momento e estou ansiosa por cada segundo.

Percebi que dúvidas e medos vou ter sempre mas, o mais importante é aprender a controlá-los e arriscar. Além disso, tenho de ter sempre em mente que há imensa gente do meu lado a dar-me apoio e que isso me dá força para seguir em frente.  

E é isto. Queria apenas partilhar convosco que, e por mais cliché que possa parecer, há sempre alturas da nossa vida que parecem mais negras porque noutras alturas paira sobre ela uma luz tão brilhante quanto o sol.  O essencial é perceber que por detrás das nuvens, o sol continua a brilhar e saber esperar que ele volte.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Nice!

Pensei que as aulas de código fossem um bicho de sete cabeças (atenção que não estou a afirmar que vou passar em exames ou algo que se pareça...) mas a verdade é que saio de lá sempre com um sorriso na cara (já para não falar das frases hilariantes que se dizem ao longo da aula e eu aponto no caderno) . Os formadores são super simpáticos e explicam tudo de forma simples, obrigando-nos ao mesmo tempo a pensar e a chegar às respostas por nós mesmos.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

São essas coisas que me deixam louco #3

Bem, eu sei que tenho andado desaparecida mas nenhuma planta carnívora gigante me comeu. Hoje vim aqui para reclamar com os preços! E não são uns preços quaisquer. Mas deixem-me contar desde o ínicio.

No outro dia, na semana passada, eu e o meu namorado saímos, muito à pressa, de Braga e rumamos caminho à terriola, desta vez, de carro. Como já disse, saímos à pressa e acabámos por não levar um farnel decente. Decidimos parar numa paragem de serviço para comer algo decente, visto ser uma longa viagem.

Pensei para comigo que de facto nos ia ficar caro mas, a verdade é que o que paguei pelo almoço foi uma aberração. Parámos na estação de serviço de Antuã e fomos para o restaurante da Pransor para comer. Peguei num tabuleiro e lá dentro colocámos duas sanduiches, duas sopas e uma cola de 500 ml. Adivinhem quanto paguei? 15 euros! Só cada sopa custou 2,70 €! UMA SOPA!

Enfim, era só para vos dizer que mesmo que estejam à pressa, parem no Pingo Doce para comprarem o almoço para a viagem que vos sai mais em conta.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Blondes are wild, brunettes are true,but you never know just what a redhead will do!

Apesar de nascer super parecida com a minha Avó, não herdei o cabelo imensamente loiro dela. Pelo contrário, tenho um cabelo loiro médio, estranho, que muitos gostam e eu não suporto.



No entanto, desde miuda que tenho um fascínio por cabelos ruivos. Ficava vidrada nos longos cabelos da Jessica Rabbit, vibrava com o balançar do cabelo da princesa Anastasia. Quando comecei a ouvir Metal, queria o cabelo da Simone Simmons mas, a minha ruiva favorita sempre foi a

Shirley Manson.
 Irreverente mas maravilhosa.

A primeira vez que pintei o cabelo (sem contar com aquela fase das madeixas pela qual todas as raparigas passaram), pintei-o de ruivo. Depois disso, voltei a pintá-lo das mais variadas cores mas quando fui ruiva foi quando me senti melhor com a minha cor de cabelo.

Há uns anos atrás deixei de pintar o cabelo e voltei à minha cor estranha e que não me favorece nada (aos meus olhos, claro está). No fim de semana fui à terriola e a Sra. Enfermeira convenceu-me a voltar a pintar o cabelo de ruivo. A principio, não queria. Pintei e arrependi-me logo. No entanto, depois de secar o cabelo, pensei: Assim, sim, gosto!

Liebend





quarta-feira, 20 de abril de 2011

A Azeitona

Livy para a família, Olive para quem acaba de conhecê-la. É o nome da minha mais recente adopção.

Sábado passado, após uma visita à Associação Patinhas Abandonadas de Vieira, esta cachorrita deixou de estar em risco de um dia, mais tarde, ser abatida. Já veio desparasitada e com as primeiras vacinas. A próxima ida ao veterinário é em Maio.

O meu T0 passou a ser muito mais animado e, aos olhos dela, é um mundo imenso cheio de coisas novas para descobrir.


Sempre que vou ao Braga Parque, passo na loja de animais. Todos os fim de semanas estão lá cãezinhos de raça para comprar que, muitas vezes, acabam por ser mal-tratados e abandonados, como foi o caso do meu Gummy Bear, um Spaniel do Tibete com sete anos que, em Agosto do ano passado (quando o adoptei), era a coisa mais agressiva de sempre e agora é um ursinho de peluche ( está na terriola porque a Sra. Enfermeira já não consegue separar-se do patudinho).

A Livy é uma rafeira mas é uma coisa muito fofa que, quando não lhe dão atenção, segura com os dentinhos as pernas das minhas calças e anda colada a mim até quando cozinho ou limpo.

O que vos quero dizer é que há tantos animais a precisarem de um lar e, mesmo apesar da crise, vejo pessoas a darem muito mais de 100 € por cães que nem vacinados ou desparasitados vêm. Se estiverem a pensar arranjar um animal de estimação, passem no canil mais próximo de vocês. Poupam dinheiro, salvam uma vida e, uma coisa que sei por experiência, um cão adoptado é fiel ao máximo (não desfazendo dos que não são, ok?).


Liebend

domingo, 31 de outubro de 2010

Resolvido o mistério da Torre!

Foi aqui que tudo começou. No dia em que este post foi publicado, ganhei mais uns quantos cabelos brancos ( se não ganhei, pouco faltou)! Eu e outros tantos leitores do blog Cloreto de Sódio sentimos um aperto no coração. O Professor João Luís anunciava o desaparecimento, em Outubro, daquele que é o símbolo da minha querida terriola: a Torre do Relógio.
Como já era de esperar, a população andava intrigada. Falo por mim quando digo que comecei a reparar ainda mais na Torre (sim, até encontrei um spot perto de minha casa, onde ela surge entre os prédios. Nunca tinha dado conta. É mesmo preciso estar atento.) e a imaginar o que raio viria a acontecer. Estaria prestes a cair? Será que iam apagar as luzes durante uma noite de Outubro?

Enquanto a minha cabecinha dava à manivela, o senhor professor ia aguçando a preocupação com fotografias do Castelo ora com a Torre, ora sem ela.


Uma noite, quando o encontrei num dos corredores do Curvo Semedo, perguntou-me se estava pela terriola no dia 30 de Outubro. Eu respondi com uma pergunta que ele deixou a flutuar: Que vai fazer à minha Torre? Claro está que marquei o dia no calendário do telemóvel.
Em conversa com alguns amigos ( isto funcionou como se fosse um episódio de House, percebem? Tínhamos de chegar a um diagnóstico!), alguém lançou a meio de uma viagem: Ele não andará a escrever algo novo?
Poucos dias depois tivemos a confirmação via Facebook e no blog do professor.

Ontem, lá estive como marcara no calendário, na Biblioteca Municipal Almeida Faria para o lançamento do livro que mais fez Montemor-o-Novo falar e conspirar: Outros Contos de Vila Nova por João Luís Nabo (também avistado neste blog como Zero à Esquerda). Enquanto aguardava que a apresentação começasse, li o prefácio do livro, e sim, vi aquilo que já conhecia do meu professor de T.T.I. e fiquei a saber mais coisas. Não me lancei logo na leitura do livro mas, ao longo da apresentação, gostei dos trechos que foram lidos.
Agora que já estou a acabar de ler só posso garantir que é de leitura obrigatória para qualquer montemorense, penso, e para quem gosta de um bom livro. Já tenho o meu, claro está, autografado e tudo!  

Liebend

P.S.: Agradeço que me tenham deixado roubar as fotos de Manuel Roque.

sábado, 11 de setembro de 2010

Adeus, Verão

Corinne Bailey Rae
Put Your Records on







Importante: Antes de ler, deve-se ouvir a canção, porque me lembra sempre aquela que é a minha terra.

O Verão chegou ao fim. A Feira da Luz e o marco que o assinala na nossa terriola.
 Por aqui, vou-me dividindo entre procurar estágio, passar o máximo de tempo que posso com a família e amigos próximos, reencontrar colegas com que há muito não contactava, mimar o ursinho Gummy, que bem merece, e preparar o regresso a Braga por mais seis meses.
As saudades da China apertam mas a verdade é que as saudades de Montemor, que ainda não abandonei, sobrepõem-se a essas… 
A calma do vale a que chamam cidade, as searas douradas que cobrem os terrenos que rodeiam o aglomerado de casas caiadas, o ar fresco que nos acaricia a face pelo nascer do sol enquanto ouvimos o cantar dos pássaros e que, por fim aquece, e tosta a pele de um dourado quente (pelo menos, a que deixa), o azul safira do céu durante o pôr-do-sol das noites de quarto crescente, o chocalhar dos badalos das ovelhas que entra pela janela do quarto nas noites mornas … Conseguisse eu levar a terriola numa mochila para onde quer que fosse!  
Seja como for, este é o lugar de que vou “abalar” e a que vou regressar mais vezes durante a vida, estou certa.

Liebend & The Pen

P.S.: Pode-se dedicar uma canção de amor à terriola?  

Macy Gray
I Try


terça-feira, 31 de agosto de 2010

É já amanhã

Este ano, de 1 a 6 de Setembro, a cidade ganha outra cor e som com a tão esperada Feira da Luz
Quando era miúda, este evento era sinónimo de algodão doce cor de rosa e carrinhos de choque (que só podia conduzir com o sr. Professor ao lado), mais tarde tornou-se ponto de encontro com os amigos para noites animadas de concertos e passeatas no "Canguru". A certa altura as tendas brancas para a compra de acessórios e as caipirinhas também ganharam um brilho encantador. Ainda assim, todos os anos a Feira do Livro (local a examinar ao pormenor) era de paragem obrigatória. 
O ano passado foi a primeira vez que faltei à nossa festa. Este ano, há que compensar.


Vejo-vos por lá?

Liebend

domingo, 29 de agosto de 2010

Noites lá Fora

Acabei de chegar a casa depois de uma Noite lá Fora. A última Noite lá Fora organizada pela Theatron.
Os Amigos do Alheio, um grupo de músicos montemorenses, encheram a sede daquela associação cultural com o som de um ensaio ao vivo que correu tão bem que mais parecia um "concerto a sério".
O video que aqui deixo, apesar de já ter uns valentes anos, é da canção que, no fim, foi pedida pelo público no espectáculo de hoje.

Venham Mais Cinco



Venham também mais noites destas, para o ano.

Liebend

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Ainda se respira por estes lados...

Ah… respira-se um ar novo por estas bandas. O blog mudou. Voltou a ser escrito directamente de Portugal. Os dias na China já lá vão… e são recordados com saudade. O pouco que escrevi no tempo que lá estive não vos chegou? Foi mais do que suficiente? Seja qual for a resposta, estou aqui caso alguém queira perguntar algo.

O primeiro post desde que cheguei a terras lusitanas é dedicado ao novo membro da minha família, o Gummy. Há uma semana e um dia, desloquei-me ao Cartaxo depois de me ter comprometido a adoptar um cão de ano e meio que me garantiram ser uma fera e que não deixava ninguém tocar-lhe. O Gummy, como muitos outros animais, foi abandonado pelos donos e corria o risco de ser abatido.

Bastaram umas horas para que a fera me deixasse fazer-lhe festas. Bastou um dia para que me deixasse escovar-lhe o pêlo. E dois dias foram suficientes para que lhe desse banho. Agora, é provavelmente o elemento mais alegre e brincalhão da casa. Gosta de fiambre, festas na ruga da testa e na barriga.

Este post é para o ursinho, Gummy, que está neste exacto momento deitado aos meus pés enquanto espera que agarre o porta-chaves e diga: vais buscar a trela?

Estou de volta. Vemo-nos por aí, por aqui… Onde vos der mais jeito.

Liebend

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Porque Vocês Fazem Tudo Ficar Melhor

Esta é dedicada à Srª. Enfermeira e ao Sr. Professor. Porque vos tenho sempre no coração.

Alright
Reamon



Vossa,

A Filha

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Gatinhos!!!

A noite que passou, uma gata vadia foi atropelada. O seu legado seguiu o meu irmão até à porta de casa. Dois gatos pequeninos. Devem ter um mês no máximo. Vou deixar aqui umas fotos, se alguém quiser de tomar conta de um ou dos dois, é só contactar-me: triss503@hotmail.com . Eu própria ficava com eles, adoro gatos, mas sou alérgica.


sábado, 11 de julho de 2009

XVI Econtro de Coros


Hoje, por volta das dezoito horas, levei uma Enfermeira a descontrair depois de um dia de trabalho. Rumámos à Igreja do Convento de São Domingos para assistirmos ao XVI Econtro de Coros, aqui na terriola.
Tivemos a oportunidade de ouvir o Coral de S. Domingos (maestro João Luís Nabo) , o Coral Luísa Todi (maestrina Gisela Sequeira) e, por fim, o Coro Odyssea ( maestro Gonçalo Lourenço). A Igreja encheu-se de vozes maravilhosas que não desiludiram, pelo contrário, encantaram e surpreenderam!
Só tenho uma palavra para este espectáculo de hora e meia: magnífico!
Venham mais!


Coral de S. Domingos
Ecce Homo


Coral Luísa Todi

Paixão


Como não foi possível encontrar um video do Coro Odyssea, passem no site oficial e escutem o trabalho deste jovem grupo.


Liebend

domingo, 28 de junho de 2009

Até 2010, Braga

Vou abandonar Braga e voltar à terriola que deixei há três anos. Volto licenciada e desempregada por dois meses!
Seja como for, vou ter saudades do Minho, inclusivé das cabras que pastam atrás do meu prédio.

São fofas, não?

Liebend

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Me - Na Terriola

O Governo Chinês faz-me andar às voltas para conseguir estudar na China mas, desta vez, a volta foi boa. Voltei à terriola para mais um exame médico e para matar saudades.
Amanhã, já marquei consulta com uma certa enfermeira, e farei outro exame, este será, claro está, numa esplanada com um pratinho de caracois e umas imperiais (agora que estou no Sul posso escrever imperiais, sim?)
Sempre que volto, sinto que passou muito tempo mas, quando chego, nada mudou muito. Não sei se é bom ou mau... Entretanto, vou-me entretendo com a minha escrita e a ouvir música da boa.


Corvus Corax
Mille Anni Passi Sunt

Me